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Apagão em vários distritos da Crimeia ocupada após ataques com drones a infraestruturas energéticas

Na noite de 30 de setembro de 2026, alertas para perigo de drones foram declarados na Crimeia ocupada, seguidos de explosões perto da central térmica de Tavria e da central estatal (GRES) de Simferopol. Várias subestações elétricas foram atingidas, deixando sem energia parte dos distritos de Nyzhnohirskyi, Krasnohvardiiskyi e Pervomaiskyi, além das localidades de Armyansk e Chornomorskyi, enquanto Sevastopol enfrentava grandes perturbações no abastecimento de água. A empresa controlada pela Rússia «Krymenergo» confirmou os danos, sem especificar causas.

Pontos principais

  • Na noite de 30 de setembro foi declarado alerta para perigo de drones na Crimeia ocupada.
  • Foi confirmada a destruição da subestação PS 110/35/10 kV «Nyzhohirska», com 50 MVA de potência instalada, no distrito de Nyzhnohirskyi.
  • Explosões foram registadas perto da central térmica de Tavria, na zona da GRES em Simferopol, e em Saky, Bakhchysarai e Krasnoperekopsk.
  • Sem eletricidade ficaram partes dos distritos de Nyzhnohirskyi, Krasnohvardiiskyi (com horários rotativos de 3 horas com / 3 horas sem) e Pervomaiskyi, além das localidades de Armyansk (sem água) e Chornomorskyi.
  • Em Sevastopol surgiram problemas generalizados no abastecimento de água devido a falhas na rede elétrica.
  • A «Krymenergo», controlada por Moscovo, confirmou danos em subestações sem precisar a sua origem.
  • O Ministério da Defesa russo afirmou que 330 drones ucranianos foram abatidos durante a noite; o lado ucraniano ainda não comentou o ataque.

Porque é importante

Os ataques atingiram várias infraestruturas energéticas na Crimeia, incluindo a subestação «Nyzhohirska», confirmada como destruída, e regiões próximas da central térmica de Tavria. Os apagões afetaram distritos inteiros e provocaram falhas no abastecimento de água em Armyansk e Sevastopol, agravando uma crise energética que já tinha a «Krymenergo» a impor restrições de consumo. A empresa controlada pela ocupação confirmou os danos em subestações, mas não avançou causas, enquanto Moscovo reivindicou a interceção de 330 drones e o lado ucraniano ainda não se tinha pronunciado.

O que aconteceu

Na noite de 30 de setembro de 2026, foi declarada situação de perigo de drones na Crimeia ocupada e o Ministério da Emergências russo informou que a defesa antiaérea estava em operação nos distritos orientais da península. Uma explosão potente foi reportada na zona do vale de Dobrovskaya, onde se encontra a central térmica de Tavria, e outra na zona da central estatal (GRES) em Simferopol, onde se sentiu cheiro químico no ar. Foram também ouvidas explosões nos distritos de Saky, em Bakhchysarai e em Krasnoperekopsk, embora os alvos atingidos nessas zonas não tenham sido esclarecidos pelas fontes. No povoado de Nyzhnohirskyi, uma subestação PS 110/35/10 kV com capacidade instalada de 50 MVA foi atingida, deixando parte da povoação e várias localidades do distrito sem eletricidade. No distrito de Krasnohvardiiskyi foi introduzido um esquema rotativo de fornecimento — três horas com corrente, três horas sem — após apagões que já duravam desde a noite anterior. Também ficaram sem eletricidade povoações do distrito de Pervomaiskyi, a cidade de Armyansk — igualmente sem água — e o povoado de Chornomorskyi. Sevastopol enfrentou problemas generalizados no abastecimento de água devido a falhas na rede elétrica. A «Krymenergo», controlada pela ocupação russa, confirmou os danos em subestações sem especificar quais nem quantas. O Ministério da Defesa russo afirmou que 330 drones ucranianos foram abatidos durante a noite; as forças ucranianas não tinham ainda comentado o ataque à hora do relato.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As oito fontes disponíveis são todas agências e órgãos de comunicação ucranianos. Descrevem a Crimeia como «ocupada» e colocam entre aspas instituições controladas pela Rússia, como a «Krymenergo», sinalizando distância face a essas estruturas. A cobertura centra-se nos ataques confirmados ou reportados às instalações energéticas, nomeando especificamente a subestação «Nyzhohirska» e a sua capacidade de 50 MVA, e nas consequências civis — distritos e povoações sem eletricidade, perda de água em Armyansk e Sevastopol, horários rotativos de fornecimento. Recorre ao HUR do Ministério da Defesa da Ucrânia para enquadrar a deterioração da geração elétrica na Crimeia como consequência direta da guerra e da ocupação russa da península.

Onde as versões divergem

As fontes divergem quanto ao conjunto exato de instalações energéticas atingidas: algumas apontam explosões perto da central térmica de Tavria e da GRES em Simferopol, a substação «Nyzhohirska» está confirmada como atingida, e o «Krymskyi Viter» sugeriu que outras instalações podem também ter sido atingidas. A «Krymenergo» confirmou danos em subestações sem especificar quais nem quantas. Há ainda divergência sobre a causa da falha no abastecimento de água em Sevastopol: as autoridades russas não indicaram uma causa, enquanto a reportagem caracterizou-a como provavelmente resultante de um ataque.

Contexto

Antes dos ataques, a «Krymenergo», operadora controlada pela Rússia, já tinha restrições de consumo em vigor por défice de capacidade no sistema elétrico da Crimeia. Segundo estimativas divulgadas nas fontes, após ataques ucranianos anteriores, cerca de um quarto da geração elétrica que a Crimeia necessita no inverno ainda estava disponível, com a central de Tavria (~470 MW) a ser efetivamente a única grande central em operação face a uma procura invernal de ~1780 MW em janeiro. O HUR do Ministério da Defesa da Ucrânia enquadrou o agravamento dos problemas de combustível, eletricidade e água na Crimeia como consequência da guerra da Rússia contra a Ucrânia e da ocupação da península.