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Chefe da administração de Kherson admite capacidade insuficiente para evacuar residentes após ataques russos

Oleksandr Prokudin, chefe da Administração Militar da Oblast de Kherson, afirmou que as capacidades estatais e regionais são insuficientes para realojar todos os residentes da parte controlada pela Ucrânia da oblast que possam necessitar de evacuação. Após novos bombardeamentos russos à central térmica de Kherson, as autoridades estão a triar a evacuação, dando prioridade a famílias com crianças e pessoas com mobilidade reduzida.

Pontos principais

  • Oleksandr Prokudin, chefe da Administração Militar da Oblast de Kherson, reconheceu a falta de capacidade para realojar todos os residentes que possam necessitar de evacuação.
  • As autoridades estão a priorizar famílias com crianças e residentes com mobilidade reduzida, por não conseguirem evacuar e alojar todos em simultâneo.
  • Já existem vagas com acompanhamento médico em Khmelnytskyi, Mykolaiv e Vinnytsia; mais sete oblasts preparam capacidade adicional para mais de 2.000 pessoas.
  • O Ministério da Política Social identificou locais para deslocados internos em 15 regiões, com cerca de 7.000 camas livres.
  • Parceiros internacionais disponibilizam 10.800 UAH por pessoa aos evacuados.
  • A Rússia voltou a bombardear a central térmica de Kherson; Prokudin já considerara impraticável restaurar a infraestrutura no estado atual.

Porque é importante

O reconhecimento oficial de que Kherson não dispõe de capacidade para evacuar e realojar toda a população que possa precisar constitui uma brecha humanitária concreta. A triagem imposta pelas autoridades — famílias com crianças e pessoas com mobilidade reduzida primeiro — deixa os restantes grupos sem solução de evacuação por agora. A destruição da central térmica elimina a perspetiva de um inverno normal na cidade, aumentando a pressão sobre um sistema de realojamento já insuficiente.

O que aconteceu

Oleksandr Prokudin, chefe da Administração Militar da Oblast de Kherson, declarou publicamente que as capacidades estatais e regionais são insuficientes para realojar todos os residentes da parte da região controlada por Kiev que possam necessitar de evacuação. A admissão surgiu na sequência de novos bombardeamentos russos à central térmica de Kherson, depois de Prokudin ter apelado aos residentes da cidade para saírem. As autoridades estão a priorizar a evacuação de famílias com crianças e de pessoas com mobilidade reduzida, por não conseguirem evacuar e alojar toda a população em simultâneo. O Ministério da Política Social identificou vagas para deslocados internos em 15 regiões, com cerca de 7.000 camas livres em dormitórios e instituições sociais. Existem já locais com acompanhamento médico em Khmelnytskyi, Mykolaiv e Vinnytsia, e mais sete oblasts — Odesa, Chernivtsi, Kirovohrad, Kiev, Poltava, Zakarpattia e Dnipropetrovsk — preparam capacidade adicional para mais de 2.000 pessoas. A administração da oblast acordou instalar famílias com crianças em Hansen (Hansenshtadt), na Oblast de Kiev, e parceiros internacionais disponibilizam 10.800 UAH por evacuado.

Como o descrevem as fontes ucranianas

A única fonte ucraniana centra-se na admissão franca, por parte de um responsável regional, de que a capacidade de evacuação é insuficiente — um problema logístico que o Estado tenta colmatar apressadamente. A peça destaca a dimensão humana da crise: famílias com crianças, pessoas com mobilidade reduzida e a maioria idosa da população de Kherson, e aponta para regiões recetoras concretas, incluindo o acordo específico com Hansen, na Oblast de Kiev. A carência de evacuação é ligada diretamente aos ataques russos à central térmica de Kherson e à campanha declarada por Putin contra a infraestrutura energética ucraniana, apresentando o deslocamento como consequência da destruição de infraestruturas civis.

Contexto

A 27 de agosto, a Rússia atingiu a central térmica de Kherson com quatro bombas planadoras (KAB), causando destruição crítica. No início de março, Prokudin já considerara impraticável restaurar a central no estado atual. Vladimir Putin anunciou ataques massivos contra a infraestrutura energética ucraniana, e responsáveis ucranianos afirmam que é impossível proteger fisicamente todas as instalações. Em julho de 2025, a população da cidade de Kherson era de 64.401 habitantes, mais de 65% dos quais com idade de reforma.