Restauração da central nuclear de Zaporijia após um dos mais longos apagões; novos cortes de luz em várias regiões da Ucrânia
Ataques russos à infraestrutura energética civil provocaram novos cortes de eletricidade em várias oblasts e em Kiev. A Ukrenergo restabeleceu o fornecimento à central nuclear de Zaporijia, ocupada e desligada da rede desde 20 de agosto, encerrando um dos mais longos apagões completos do complexo. Para 8 e 9 de setembro não estavam previstos cortes programados.
Pontos principais
- Ataques russos causaram novos cortes de luz nas oblasts de Sumy, Donetsk, Vinnytsia, Zaporijia e Kiev, além da cidade de Kiev.
- A Ukrenergo restabeleceu o fornecimento elétrico à central nuclear de Zaporijia, temporariamente ocupada, que estava totalmente desligada da rede desde 20 de agosto.
- O desligamento da ZNPP é descrito como um dos mais longos apagões completos do complexo e, segundo uma das fontes, o 27.º apagão total.
- Durante o período sem ligação à rede, a ZNPP operou com geradores a diesel de reserva.
- Equipas de reparação realizam trabalhos de emergência nas zonas onde as condições de segurança o permitem.
- A Ukrenergo aconselhou deslocar o consumo ativo para 11:00–15:00, período de maior produção solar industrial; para 9 de setembro pediu também contenção no uso de aparelhos potentes entre 18:00 e 22:00.
- Para 8 e 9 de setembro não estavam previstos cortes programados de eletricidade na Ucrânia.
Porque é importante
Os ataques russos continuam a degradar a infraestrutura energética civil em múltiplas regiões da Ucrânia, enquanto a Ukrenergo gere ativamente os padrões de consumo, pedindo às famílias que desloquem os usos para as horas de pico solar. O restabelecimento da central nuclear de Zaporijia põe fim a um dos mais longos apagões no complexo ocupado e à dependência dos geradores a diesel de reserva. A geografia dos cortes varia de dia para dia, refletindo a frente móvel dos ataques contra a rede.
O que aconteceu
Na manhã de 8 de setembro, ataques russos contra infraestruturas energéticas civis provocaram novos cortes de eletricidade nas oblasts de Sumy, Donetsk, Vinnytsia, Zaporijia e Kiev, bem como na cidade de Kiev. As equipas da Ukrenergo iniciaram trabalhos de reparação de emergência nas zonas onde as condições de segurança o permitiam. No mesmo período, a Ukrenergo restabeleceu o fornecimento à central nuclear de Zaporijia, que se encontra sob ocupação russa e estava totalmente desligada da rede externa desde 20 de agosto; durante o apagão, o complexo operou com geradores a diesel de reserva. O desligamento é descrito como um dos mais longos do complexo e, segundo uma das fontes, como o 27.º apagão completo da central. O consumo elétrico às 9:30 de terça-feira estava 5,6% abaixo do dia anterior, valor associado ao céu limpo e ao elevado rendimento das instalações solares residenciais. A Ukrenergo recomendou deslocar o consumo ativo para o período 11:00–15:00, quando as centrais solares industriais são mais eficientes, e não previu cortes programados para 8 de setembro. Em 9 de setembro, novos cortes foram comunicados nas oblasts de Sumy, Chernihiv, Mykolaiv, Kharkiv e Kiev, na sequência de ataques com drones e de bombardeamentos de artilharia russos; o consumo às 9:30 estava 1,7% acima do dia anterior, com apelo à contenção do uso de aparelhos potentes entre as 18:00 e as 22:00, e também sem cortes programados previstos.
Onde as versões divergem
As fontes divergem na lista de oblasts afetadas pelos novos cortes: um relatório indica Sumy, Donetsk, Vinnytsia, Zaporijia e Kiev, mais a cidade de Kiev, enquanto outro aponta Sumy, Chernihiv, Mykolaiv, Kharkiv e Kiev. Há igualmente divergência sobre a contagem do apagão da ZNPP: uma das fontes numera-o como o 27.º apagão completo e um dos mais longos, enquanto outra descreve-o apenas como um dos mais longos, sem o numerar.
Contexto
A central nuclear de Zaporijia está sob ocupação russa desde o início da invasão e tem registado múltiplos desligamentos completos da rede externa. Durante estes períodos, a central depende de geradores a diesel de reserva para alimentar os sistemas de segurança essenciais.