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Conselho NATO-Ucrânia reúne-se de emergência para reforçar defesa aérea da Ucrânia

Realizou-se na sede da NATO uma reunião de emergência do Conselho NATO-Ucrânia, presidida pelo secretário-geral Mark Rutte, com representantes permanentes dos 32 Estados-membros. A Ucrânia, representada pela chefe da Missão junto da NATO, Alona Hetmanchuk, e por dois militares, apelou a contribuições concretas para o pacote PURL e para transferências de meios antibalísticos antes da próxima reunião no formato Ramstein.

Pontos principais

  • Reunião de emergência do Conselho NATO-Ucrânia realizou-se na sede da NATO, presidida por Mark Rutte.
  • Participaram representantes permanentes dos 32 Estados-membros da NATO.
  • A Ucrânia foi representada pela chefe da Missão junto da NATO, Alona Hetmanchuk, e por dois oradores, incluindo o vice-ministro da Defesa Serhiy Boiev e o brigadeiro-general Serhiy Sobko, recém-nomeado vice-chefe do Estado-Maior.
  • A reunião decorreu em modo confidencial, centrada nas novas táticas de "terror aéreo" russo, incluindo drones Shahed com propulsão a jato.
  • Ucrânia apelou a contribuições para a iniciativa PURL e a transferências adicionais de meios antibalísticos antes da reunião no formato Ramstein dentro de uma semana.
  • Países da NATO manifestaram disponibilidade para fornecer pelo menos 70 mil milhões de euros para a defesa da Ucrânia este ano, faltando ainda gerar 8 mil milhões de euros.
  • Hetmanchuk sublinhou a importância de reforçar capacidades de longo alcance para atacar as fontes da ameaça e transmitiu o sinal do Presidente de que "o céu sobre a Rússia é agora para drones, não para a aviação civil".

Porque é importante

A reunião evidencia uma resposta urgente ao nível da NATO face à escalada dos ataques aéreos russos, incluindo o surgimento de drones Shahed com propulsão a jato, e mostra coordenação concreta com os 32 aliados sobre pacotes de armas esperados a curto prazo. Destaca um défice de 8 mil milhões de euros nos 70 mil milhões já prometidos e sinaliza a estratégia ucraniana de combinar defesa aérea com capacidades de ataque de longo alcance.

O que aconteceu

O Conselho NATO-Ucrânia realizou uma reunião de emergência na sede da NATO, presidida pelo secretário-geral Mark Rutte, com a participação dos representantes permanentes dos 32 Estados-membros. A Ucrânia fez-se representar pela chefe da Missão junto da NATO, Alona Hetmanchuk, e por dois oradores: o vice-ministro da Defesa Serhiy Boiev e o brigadeiro-general Serhiy Sobko, recém-nomeado vice-chefe do Estado-Maior e comandante-adjunto interino das Forças Armadas. A sessão decorreu em modo confidencial e foi motivada pela necessidade de informar os aliados sobre as novas táticas russas de terror aéreo, incluindo a ameaça dos drones Shahed com propulsão a jato. A parte ucraniana apresentou os pacotes de contribuições e armamento que espera dos parceiros dentro de uma semana, antes da próxima reunião no formato Ramstein (UDCG), e apelou a contribuições adicionais para a iniciativa PURL e a transferências de meios antibalísticos a partir dos arsenais aliados. Hetmanchuk sublinhou que ainda faltam 8 mil milhões de euros dos 70 mil milhões prometidos para a defesa da Ucrânia este ano, defendeu o reforço das capacidades de longo alcance para atacar as fontes da ameaça e transmitiu o sinal do Presidente da Ucrânia de que o céu sobre a Rússia é agora um espaço para drones e não para a aviação civil.

Como o descrevem as fontes ucranianas

As fontes ucranianas centram a narrativa na Missão da Ucrânia junto da NATO e nas declarações de Hetmanchuk, dado o carácter confidencial da reunião, e dão destaque ao que a Ucrânia concretamente espera dos aliados nos próximos dias, antes da reunião no formato Ramstein. Sublinham a mensagem de que a defesa do espaço aéreo ucraniano também serve os países vizinhos da NATO, a ideia transmitida pelo Presidente sobre o espaço aéreo russo e o foco no défice financeiro de 8 mil milhões de euros e nas necessidades adicionais ao abrigo da iniciativa PURL.